SofiaPinheiro_exercicio2

Nesta fase, trabalhei em equipa com o Pedro Rocha e Mello e com a Sara Boiça.

Para imagem raster do Pedro, e dado o desafio proposto pela Professora de tratarmos o Paradoxo, decidi elevá-lo a uma pequena maldade. A imagem original reflectia a amizade entre os pares, a união de gerações dentro da crença. Servi-me da uma frase de Sidonie Gabrielle Colette,  – “Convém tratar a amizade como os vinhos, desconfiando das misturas.”- escritora francesa do século XIX e XX figura controversa de espírito conturbado que reflectiu a sua perturbação interior na sua escrita.

Para enfatizar, adaptei uma famosa citação de Jules Renard, – Não há amigos, apenas momentos de amizade –  também escritor oriundo da velha França e moralista amargo. Acrescentei à imagem raster original uma moldura e coloquei-a num fundo reminiscente de um caixote velho, papel abandonado. Sublinho que não quis com isto destruir o espírito da boa vontade da fonte original, apenas conferir-lhe uma efemeridade que infelizmente é cada vez mais frequentemente na nossa sociedade.

Trabalhei o vector da Sara dentro do mesmo espírito de contradição em modo de alerta/sensibilização. O trabalho original é um estudo rápido em forma digital de um dos seus bateristas de jazz preferidos. A música, o som, o ritmo é-lhe bastante importante e nuclear no seu dia-a-dia e é o que  primariamente a faz mover. Usando uma moldura dourada e um fundo de tecido nobre, inseri o vector dentro de uma “caixa” que seria acoplada a uma parede. Lá, seria meramente contemplativa, ficaria mudo e transformar-se-ia num elemento inactivo, uma decoração morta. Acrescentei-lhe o dito popular “Falar é prata mas o silêncio vale ouro” como que uma alusão a todas as ocasiões onde o silêncio se torna mais sábio do qualquer pronuncio ou som.

Referências Design

Citador Colette
Citador Renard
Página Colette Wikipédia
Página Renard Wikipédia

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Esta entrada foi publicada em Exercício 2, Exercício 2: Texto, Multimédia, Paradoxo. ligação permanente.

2 respostas a SofiaPinheiro_exercicio2

  1. O teu processo de trabalho é super elaborado e acho óptimo que te sirvas de tantas ideias e referências inesperadas! Gostei especialmente da 2ª imagem :)

  2. Deixo disponível a versão integral da nota explicativa:

    Para imagem raster do Pedro, e dado o desafio proposto pela Professora de tratarmos o Paradoxo, decidi elevá-lo a uma pequena maldade. A imagem original reflectia a amizade entre os pares, a união de gerações dentro da crença. Servi-me da uma frase de Sidonie Gabrielle Colette, – “Convém tratar a amizade como os vinhos, desconfiando das misturas.”- escritora francesa do século XIX e XX figura controversa de espírito conturbado que reflectiu a sua perturbação interior na sua escrita. Para enfatizar, adaptei uma famosa citação de Jules Renard, – Não há amigos, apenas momentos de amizade – também escritor oriundo da velha França e moralista amargo. Acrescentei à imagem raster original uma moldura e coloquei-a num fundo reminiscente de um caixote velho, papel abandonado. Para o lettering usei um tipo de letra comum aos escritos dactilografados anteriores à década de noventa que, frequentemente, se encontram em arquivos e garagens em montes de monos inúteis. Sublinho que não quis com isto destruir o espírito da boa vontade da fonte original, apenas conferir-lhe uma efemeridade que infelizmente é cada vez mais frequentemente na nossa sociedade. Tratei o fenómeno não para elevar mas sim para chamar à atenção da sua gravidade e crescimento.

    Trabalhei o vector da Sara dentro do mesmo espírito de contradição em modo de alerta/sensibilização. O trabalho original é um estudo rápido em forma digital de um dos seus bateristas de jazz preferidos. A música, o som, o ritmo é-lhe bastante importante e nuclear no seu dia-a-dia e é o que primariamente a faz mover. Usando uma moldura dourada e um fundo de tecido nobre, inseri o vector dentro de uma “caixa” que seria acoplada a uma parede. Lá, seria meramente contemplativa, ficaria mudo e transformar-se-ia num elemento inactivo, uma decoração morta. Acrescentei-lhe o dito popular “Falar é prata mas o silêncio vale ouro” como que uma alusão a todas as ocasiões onde o silêncio se torna mais sábio do qualquer pronuncio ou som.

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